Começa já a ser um hábito vir para este blogue abandonado chorar sempre que algo me magoa, um hábito demasiado frequente para mal dos meus pecados. O mal é o mesmo de sempre: mulheres, essas criaturas complicadas e sobretudo inconstantes como o caralho. Sinceramente cada vez mais me pergunto: o que se passa com as mulheres de hoje? Eu falo em mulheres porque é a "espécie" que me envolvo no verdadeiro significado da palavra, não sabendo por isso se esta "doença" também afecta os seres masculinos. Pelo menos a mim sei que não...
Cada vez acredito mais nas palavras de uma amiga minha que há 8 meses atrás, aquando do golpe mais duro da minha vida, me disse que hoje em dia há qualquer "pó" no ar que está a virar a cabeça das pessoas!!! Na altura ri-me, mas sem dúvida que existe qualquer coisa na mente das pessoas que as levam a tomar decisões estranhas e completamente radicais de um dia para o outro, sem motivo aparente, lá isso há.
Há 8 meses perdi a mulher da minha vida, a mulher com quem vivi 5 anos da minha, que me fez descobrir o amor, que me fez imensamente feliz, a mulher que todos os dias me acordava com um beijo e me dizia o quanto eu era importante para ela, mas que de um dia para o outro sem explicação me fez... imensamente mal. Fez-me passar por um momento horrível, a minha vida no dia em que tomei conhecimento de toda a verdade deixou de fazer sentido. Dali em diante foram dias, meses, penosos onde me senti completamente à deriva. Não encontrava uma solução para sair do "buraco" até ao dia em que conheci uma pessoa maravilhosa que me apoiou e acarinhou de uma forma única. Depois de muitos altos e baixos nesta minha nova "relação", mais baixos de que altos, percebi que era possível ultrapassar o doloroso "sintoma" chamado Ana. Esquecê-la não, até porque eu não acredito que seja possível esquecer a mulher da nossa vida... Mesmo ela hoje odiando-me (vá lá saber-se porquê!!!) irá permancer sempre na minha memória, de uma forma diferente, é certo, mas nunca vai desaparecer. Nem ela nem o pequenino David, o meu filhote emprestado, o menino que eu continuo a trazer diariamente no meu coração, e que infelizmente passou muito recentemente por uma má fase da vida e na qual eu não estive ao lado dele como sempre aconteceu. Mas a vida tinha de continuar, eu tinha de continuar a viver, e seguir o meu caminho sozinho foi duro, muito duro, mas consegui com muitas dificuldades fazê-lo, até porque comecei a vislumbrar no meu horizonte uma luz ao fundo do túnel. E essa luz chamava-se Mónica, a mulher que não só me ofereceu o seu apoio e carinho na fase mais negra pela qual passei até hoje mas também me ofereceu o seu amor. Na altura eu não estava pronto para recebê-lo, o meu coração era ocupado por outra pessoa, todos me diziam isso, e eu sentia isso, mas mesmo assim ela arriscou, e eu também, e quando "acordei" já estava muito envolvido com ela. Pelas circunstâncias da minha vida nem sempre tive a atitude correcta com ela. Ela não me entendia, não compreendia certas atitudes minhas, e derivado a isso quis colocar um ponto final em tudo. Hoje dou razão a todos que me dizem que me envolvi muito cedo e muito rápido, e sobretudo de uma maneira muito, mas mesmo muito, precepitada. Usei-a de certa forma para esquecer a mulher que eu julguei ser minha para o resto da vida mas que entretanto se tinha transformado num monstro, num pesadelo.
Foi nessa altura que eu percebi que eu podia voltar ser feliz, e que Deus, ou o Diabo, não sei, tinha-me dado uma nova vida, uma nova oportunidade e foi então que corri atrás dela. Lutei por ela, mesmo ela dizendo que o melhor caminho era a separação, que nunca deveriamos ter avançado, e que eu lhe estava a fazer muito mal... Mas sentia que apesar de toda a dor dela para comigo existia ainda um sentimento muito forte por mim dentro daquele coração único. Sim, porque a Mónica é um ser humano fantástico, isso não poderei nunca negar. Lutei por esse bocadinho de amor que ela tinha dentro dela por mim, porque descobri que estava a gostar muito dela mesmo, que o meu amor por ela estava a crescer a cada minuto que passava.
A luta e o sofrimento acabaram por ser "recompensados", e finalmente eu estava de alma e coração com a mulher que me mostrou que é possível voltar a amar sem medos.
Durante estes meses tivémos altos e baixos, ela nem sempre entendeu as minhas posições, nem eu as dela, mas desta vez estavamos a fazer um esforço, estavamos a começar a conhecermo-nos, e finalmente o sol começava a brilhar novamente para mim e para ela, pois sentia que ela sentia que finalmente tinha conquistado o espaço dela dentro do meu coração.
Tudo normal até ao dia em que sem motivo aparente o mundo volta a ruir em meu redor. A felicidade tinha acabado e voltava tudo à estaca zero. O "filme" vivido 8 meses antes voltava a passar-me à frente dos olhos, as palavras de "despedida" foram praticamente as mesmas e a razão também, ou seja, uma terceira pessoa. Não houve a traição fisica como tinha acontecido na primeira vez, mas frases como «estou interessada noutra pessoa», «penso muito nela, quero estar com ela», «preciso estar livre, porque estar com ela», «simpatizo muito contigo, tenho um carinho enorme por ti, tens um coração de ouro», e afins, custaram tanto ou mais de ouvir omo saber que a minha mulher tinha sido apanhada aos beijos e abraços com outro gajo. Como é possível num dia ouvirmos «amo-te muito», «és o meu amor»,«nunca tive tanta certeza de querer passar o resto da minha vida com alguém como contigo», despedir-se normalmente de nós num dia com estas frases e no dia a seguir receber-mos uma sms a dizer «preciso de reflectir na minha vida», e em seguida por telefone, com uma voz desprovida de qualquer tipo de sentimento dizer-nos precisamente o contrário??? «Não vou ficar contigo por pena, ou queres isso?», «Não quero estar infeliz ao teu lado»... Como é que é possível tudo isto??? No espaço de 8 meses levar duas "facadas" deste tipo no meu coração!!! Porque é que as pessoas se magoam tanto umas às outras? Porque é que alguém diz coisas de importânica tão grande num dia e no outro com a maior das descontrações diz outra? Eu não quero que fiquem comigo por pena, isso nunca. Mas quero sim honestidade, verdade e todas as palavras que sejam ditas, que sejam ditas com sentimento, e não no calor de um momento de uma foda, ou de outro momento mais íntimo. Pessoas que me dizem depois com a maior das caras de pau que afinal... «enganei-me...». Mas foda-se, sou algum fantoche, com quem se brinca, que se diz o que se quer, e mais tarde se deita fora??? Realmente agora está mais que provado, eu tenho uma pontaria bem aguçada para escolher mulheres. Ou será que sou um vesgo do caralho e nunca "acerto" na gaja certa, ou então o mulherio de hoje em dia é tudo uma cambada de putas e mentirosas??? Bem, que me perdoem as mulheres sérias deste mundo, que eu quero acreditar que ainda existem, não quero acreditar que caminhamos para o fim dos valores humanos desta sociedade. De facto, começo a acreditar que não nasci para estas coisas do "coração", é como diz o meu velho: «tens uma puta de uma pontaria pah, impressionante!!!». Bom, lá diz o ditado: "sorte ao jogo, azar ao amor", talvez tenha de começar a frequentar casinos e bingos, pode ser que encontre a minha vocação!!! Não fui feito para ser feliz... está mais que visto. Quando me entrego, fodo-me sempre pela certa. O resultado? Mais uma puta de uma depressão... E o pior é que não perdi só a mulher que me estava a fazer feliz, perdi a minha melhor amiga...