A hipócrisia do Natal É normal por estas alturas as pessoas andarem sempre a sorrir umas para as outras e a proferir as já gastas palavrinhas: "Bom Natal". Não que eu tenha algo contra isso ou contra o Natal, na verdade não sou grande fã desta época do ano, mas nisto estou como o outro que diz: "desde que não me chateam muito a mona com estas cenas, tudo bem". O que eu tenho contra, e muito, é contra a maioria destas pessoas que proferem as tais palavras que atrás descrevi, pessoas estas que passam onze meses do ano a foder, passo a expressão, a vida dos familiares, dos amigos, dos colegas de trabalho, entre outros demais cidadãos. Pessoas que gostam de semear o mal pela aldeia, que gostam de ver a infelicidade no rosto do seu semelhante, que adoram "ver o circo pegar fogo" na vida dos outros, como se costuma dizer. Chega a esta época parecem cordeirinhos, sorriem para nós como se nada de mal tivessem feito no passado e falam connosco na maior. É a isto meus amigos que eu chamo de hipócrisia, eu e todas as pessoas com bom senso. Pois bem , hoje deparei-me um desses tais momentos hipócritas, quando saia de casa pela manhã para levar a cabo os meus afazeres profissionais e me cruzo com uma familiar minha que sorrindo para mim lança as tais palavrinhas mágicas e ao mesmo tempo hipócritas: "Olha, Bom Natal para ti e para a tua família". Confesso que à primeira não acreditei muito naquilo que estava a ouvir, por duas razões. A primeira é que àquela hora da matina ainda vou com um olho aberto e o outro fechado, isto é ainda vou meio a dormir e as cenas passam-me completamente ao lado. Segundo, não acreditei que aquela pessoa proferisse as palavras que proferiu para a minha pessoa. Eu passo a explicar o porquê desta minha admiração. É que essa pessoa que, infelizmente é minha prima, não me pode ver, a rapariga odeia-me. Diz mal de mim e da minha família mais próxima a torto e a direito e outras cenas mais que não vale a pena estar para aqui a relactar e que são dignas de um gajo pegar numa pistola e foder uns quantos com ela. Confesso que esta antipatia é recíproca, se ela me odeia já eu desejo que um dia destes um preto lhe saia ao caminho, a viole, e a seguir a espanque até à morte. A ela e a toda a sua famelga próxima, isto é, irmão, mãe e pai (meu tio por sinal). Voltando à história de hoje, como eu já disse pareceu-me não ter ouvido muito bem à primeira aquelas palavrinhas, ao que virando-me para trás questionei aquele ser nojento e despresível: "O que é que disseste?" Sendo que a resposta surgiu logo de pronto "Desejei-te um Bom Natal para ti e para a tua família". Por um lado fiquei feliz por constarar que afinal o que tinha ouvido á primeira sempre era verdade, fiquei feliz por constatar que a surdez ainda não me afectou , mas por outro fiquei deveras fodido e revoltado com a hipócrisia desta grande FDP que por sinal, não será demais relembrar, é minha prima. Ora, como eu sou um gajo que não tolero hipócrisias, digo o que tenho a dizer na hora, e quando risco alguém do mapa é para todo o sempre, a minha resposta a esta atitude desta gaja não se fez esperar. "Vai pró caralho e desejo-te um PÉSSIMO Natal, com tudo de mau para ti e para a corja da tua famelga, estes são os meus mais sinceros votos". A rapariguinha insurgiu-se de seguida e mostrou a sua verdadeira faceta e opinião sobre a minha pessoa, chamando-me mil e uma coisas pouco agradáveis. Ora, como eu só ligo a merda quando estou a cagar, andei sempre que a hora já era tardia e o trabalho esperava por mim, além de que eu não costumo perder tempo com a MERDA. Bom, isto é so uma pequena amostra da hipócrisia que reina nestas alturas, e que infelizmente impera um pouco por todo o mundo.